domingo, 16 de setembro de 2012

O SIGNIFICADO DE ROSH HASHANÁ


(Calendário Hebraico) Data de Início: 1 de Tishrei de 5773 (Calendário Gregoriano) Data de Início em 2012: 17 de Setembro (Atenção: a data hebraica indica a véspera)



O SIGNIFICADO DE ROSH HASHANÁ


Rosh haShaná significa, literalmente, “cabeça do ano” e se refere à celebração do Ano Novo Judaico, iniciando as grandes festas. Cabeça do ano pois o homem também usa a cabeça (cérebro) para organizar sua vida, suas ações. O ano novo judaico celebra o aniversário da criação do mundo. É época de reavaliação da qualidade de nosso relacionamento com D’us. Quando Moisés intercedeu em favor dos hebreus (por terem cometido idolatria) o povo ouviu ressoar o shofar, que anunciava a presença de D’us. É um espaço temporal que serve para refletir e se comprometer com um plano de ação.


O primeiro dia de Rosh HaShaná é o aniversário do dia em que Adão e Eva foram criados. Naquele dia, eles também pecaram ao comer o fruto da Árvore da Sabedoria do Bem e do Mal. E neste dia, D’us os julgou.

Atualmente, a cada ano, neste dia, todas as pessoas são julgadas. A decisão é feita a respeito de que tipo de ano cada um de nós terá, baseado não somente em nossas ações, mas também em nossas intenções, em nossa resolução de fazermos melhor e em nosso arrependimento.

Não pode haver um rei sem um povo. D’us criou os humanos pois Ele desejava ter criaturas para as quais dedicar sua bondade. Mas D’us não queria criaturas cujo único propósito era servir e sugar sua bondade. O bem é muito mais apreciado quando é recebido por merecimento. Então D’us nos criou, pessoas com livre arbítrio, que podem escolher o bem, e trabalhar por isso.

O maior bem que uma pessoa pode ter é um relacionamento verdadeiro com D’us. Neste mundo, esta relação significa trabalhar ao máximo para o bem. No Mundo Vindouro (Olam Habá), a relação será receber o máximo bem, não como um presente, mas como um prêmio conquistado.

Então, quando Adão e Eva foram criados, o propósito da Criação foi concretizado. (A primeira parte pelo menos: neste mundo, onde o trabalho pelo bem acontece). Não vem ao caso a história de terem comido o fruto proibido, pois isto é assunto para outro texto.

Sendo este o início da história do mundo, D’us se tornou Rei neste dia. Então, o mote de Rosh HaShaná é o Reinado de D’us.

Esta é umas das orações que dizemos em Rosh HaShaná e Iom Kipur:

Deixe nos relatar o poder da santidade deste dia, pois este é grandioso e assustador. Nele, Seu Reinado será exaltado em nossas orações, Seu trono será reafirmado com bondade, e o Senhor sentará no trono da bondade com a verdade.

É verdade que o Senhor sozinho é quem julga, prova, conhece e presta testemunho, é Aquele que escreve e sela, conta e calcula, Aquele que lembra tudo que foi esquecido. O Senhor abrirá o Livro das Crônicas – e ele se lerá – e não haverá dúvida sobre sua veracidade.

O grande shofar será soado (no Céu), ainda mais um som leve e lento será ouvido. Anjos se apressarão, temor e terror os cercarão, e eles dirão: “Esteja atento, é o Dia do Julgamento, esta nos dizendo para juntar-nos ao Guardião Celestial para o julgamento!” Pois se as pessoas da Terra forem consideradas culpadas, e esta Terra for destruída, nem mesmo os anjos serão poupados. Toda a humanidade passará perante Ti individualmente, como membros do rebanho. Como um pastor cuidando de seu rebanho, fazendo suas ovelhas passarem sobre seu bastão, assim o Senhor fará passar, contar, calcular e considerar a alma dos vivos, e o Senhor proporcionará as necessidades de Suas criaturas e escreverá seus vereditos.

Em Rosh HaShaná são inscritos, e Iom Kipur selados: quantos deixarão a Terra, e quantos serão criados; quem viverá e quem morrerá; quem morrerá em sua hora predestinada, e quem morrerá antes da hora; quem por água e quem por fogo; quem pela besta, quem pela fome, quem pela sede, quem pela tempestade, quam pelas pragas, quem por estrangulação e quem por apedrejamento. Quem irá descansar e quem irá perambular, quem viverá em harmonia e quem não, quem desfrutará de tranquilidade, e quem sofrerá, quem empobrecerá e quem será feito rico, quem será degradado, e quem será exaltado.

Mas o arrependimento, a oração e a caridade podem remover qualquer decreto do mal.

Pois Seu nome representa misericórdia, e é assim que o Senhor será louvado: difícil de se enervar, e fácil de se apaziguar, pois o Senhor não deseja a morte mesmo de alguém que a mereça, o Senhor quer que ele se arrependa e viva. Até o dia de sua morte o Senhor o esperará; se ele se arrepender, o Senhor o aceitará imediatamente.

É verdade que o Senhor é o Criador, e o Senhor sabe a inclinação das pessoas. Pois somos carne e sangue. A origem do homem é o pó, e seu destino é retornar ao pó. Sua vida é gasta para que ganhe seu pão. Ele é como um ramo quebrado, grama que murcha, uma flor que desbota, uma sombra que passa, uma nuvem que se dissipa, um vento que sopra e declina, pó que voa e um sonho que desaparece.

Mas o Senhor é o Rei, o D’us vivo e eterno!

Não há alcance fixo para Seus anos, e não há nenhum final ao comprimento de Seus dias. É impossível calcular a carruagem angelical de Sua glória, ou esclarecer o poder do Seu nome. Seu nome é digno do Senhor, e o Senhor é digno de Seu nome, e o Senhor incluiu Seu nome em nosso nome.

Agir pelo poder de seu Nome, e mostrar a santidade de Seu Nome através desses que declaram a santidade de Seu Nome, pela glória de Seu Nome honrado e reverenciado, de acordo com o conselho dos Serafim (anjos sagrados), que declaram Seu Nome sagrado nos lugares mais sagrado. Assim faça esses com que esses que moram nas alturas e declaram Seu nome sagrado junto com esses que moram embaixo.

Talvez isto possa dar-lhe um gosto do sentimento e das emoções que nos tomam durante este período. A admiração e temor a D’us, e o conhecimento de que se nos arrependemos, D’us nos concederá uma vida melhor. Porque D’us quer que nos arrependamos.

Rosh Hashaná é observado no princípio do sétimo mês hebraico, Tishrei, durante dois dias.

Enquanto Nissan é declarado na Bíblia como o primeiro mês do ano, Tishrei veio a ser considerado como o começo do ano civil, pois este foi o mês da Criação e nele que o ano do jubileu começou, quando foram libertados os escravos e toda a propriedade foi restabelecida aos donos originais.


ORIGEM


Rosh Hashaná é definida no seguinte verso bíblico: “No sétimo mês, no primeiro dia do mês, será um descanso solene para vocês, uma comemoração proclamada com o toque do shofar (trompete feita de chifres), uma convocação santa….”

Em contraste com os outros festivais, Rosh Hashaná não tem uma base na história nem na agricultura.

O conceito do ano novo como “Iom Hadin”, Dia de Julgamento, quando toda a espécie humana é julgada pelo Criador e o destino de cada indivíduo encontra seu lugar no Livro da Vida, é de origem de rabínica, baseada nos versos seguintes:

“Toque o chifre à lua nova, À lua cheia de nosso dia de festa. Pois isto é um estatuto de Israel, Um (dia de) julgamento pelo D’us de Jacob.“ (Salmos 81:4,5)


OBSERVÂNCIA


Ao longo do mês de Elul, que precede Rosh Hashaná, muitos Judeus se ocupam de várias preparações espirituais durante as Grandes Dias Santos.



O Shofar é soprado todos os dias da semana no serviço matutino para despertar os fiéis para a seriedade do serviço.


Do domingo antes de Rosh Hashaná, orações penitenciais (Selichot) são recitadas diariamente dia entre meia-noite e amanhecer. Quando o ano novo ocorre numa segunda ou terça-feira, as Selichot são iniciadas no domingo da semana anterior.


Os cartões de ano novo, expressando desejos de um ano bom e doce, são enviado aos parentes e amigos. Também é habitual aos fiéis cumprimentarem uns aos outros após o serviço da véspera de Rosh Hashaná com a expressão hebraica “Leshaná Tová Tikatevu Vetichatemu” (literalmente, que seja escrito e selado para um ano bom), respondida com “Gam Atá” (O mesmo para você).


ORAÇÃO


Em Rosh Hashaná, os Judeus se contêm geralmente de suas ocupações diárias e atividades e participam o serviço religioso comunitário nas sinagogas.

O serviço de oração preocupa-se principalmente com as vidas e bens dos indivíduos e com a paz de toda a espécie humana. Unetane Tokef (“Nós celebraremos a santidade deste dia temeroso”) é uma das orações mais importantes do dia. Discute os assuntos deste Dia de Julgamento, e conclui com a famosa frase: “Mas penitência, oração e caridade evitam o decreto do mau”.

Malchiot, Zichronot e Shofrot são orações que implicam na aceitação do Reinado de D’us (Malchiot), lembrando (Zichronot) os méritos de nossos antepassados, e a esperança de que vida e paz desçam ao mundo inteiro proclamadas pelo Shofar – o chifre de carneiro (Shofrot).

Os toques do Shofar chamam os congregantes para o arrependimento, durante e após o Serviço Adicional (Mussaf), exceto quando Rosh Hashaná cai no Shabat. O Shofar é tocado cem vezes, em intervalos específicos durante o serviço, em silêncio completo e com a congregação atenta.

Os sons do Shofar são de três tipos:

Tekiá – Uma nota longa, profunda que termina abruptamente;

Shevarim – Três toques curtos;

Teruah – nove toques curtos


O último som, um Tekiá prolongado, é chamado “Tekiá Gdolá”.


MEDITAÇÃO PRIVADA


Na tarde do primeiro dia de Rosh Hashaná, muitos Judeus vão para as margens de um rio e recitam versos dos profetas e outras fontes apropriadas.

Esta cerimônia simboliza uma pessoa lançando (TASHLICH) seus pecados nas profundidades da água.


OS DEZ DIAS DE PENITÊNCIA


Rosh Hashaná inicia os Dez Dias de Penitência (Asseret Iemei Tshuvá), o período mais solene do calendário judaico, um tempo fixo a parte para contemplação sincera e arrependimento. O Shabat que ocorre durante estes dez dias é chamado “Shabat de Arrependimento” (Shabat Shuvá), pois a porção profética (Haftará) lida no serviço matutino inicia-se com a palavra Shuvá (literalmente, “Retorno”) – uma exortação para o Povo de Israel para voltar a D’us.



Fonte: Central Pedagógica da Agência Judaica para Israel

ABC DE ROSH HASHANÁ


A oportunidade de Rosh HaShaná é importante demais para deixar as coisas ao acaso. Aqui temos pequena lista de o que você precisará saber.


PRÉ HOSH HASHANÁ


Um componente fundamental da preparação para Rosh HaShaná é pedir perdão a todos que você tenha tratado injustamente durante o ano que termina. Na maior medida do possível, queremos começar o ano do zero e sem ninguém que mantenha alguma pendência contra nós. Cada um deve também ser rápido em perdoar aqueles que o trataram injustamente.

Muitas pessoas têm o costume de ir para a mikvá antes de Rosh HaShaná, após o meio dia. A mikvá, que tem o poder de purificar certas impurezas espirituais, pode ser um importante passo no processo de teshuvá (arrependimento). Alguns tem o costume de visitar o cemitério na manhã de Rosh HaShaná, e rezar no túmulo dos justos. Claro que não rezamos “para” os justos, mas para que D’us ouça nossas orações em nome deles.

Na manhã antes de Rosh HaShaná, fazemos o “Hatarat Nedarim” anulação de todos as promessas (votos). Em termos de Torá, dizer algo simples como “Não comerei mais doces” pode ser considerada um voto ‘legal’. Portanto, antes de Rosh HaShaná, anulamos todos os votos, tendo eles sido feitos intencionalmente ou não. Isso é feito se prostrando perante três homens adultos (ou dez se possível) e pedindo para ser liberado dos votos que foram feitos. O texto da anulação pode ser encontrado num Sidur ou Machzor de Rosh HaShaná.


A REFEIÇÃO FESTIVA


Durante as Grandes Festas, usa-se uma chalá redonda (chalá agulá) simbolizando o todo e a completude. Depois da benção de “Hamotzi”, costuma-se mergulhar pão no mel simbolizando nossas orações por um ano doce.

Então, depois de comer a maior parte da fatia de pão, pegue uma maçã, e mergulhe-a também no mel. Faça uma benção sobre a maçã (já que a maçã não é coberta pela “Hamotzi”, e coma um pedaço da maçã. Então diga “Que seja Sua vontade, D’us, renovar-nos para um ano novo bom e doce.” (OC 583) Por que pedimos por um ano “bom” e “doce” A palavra “bom” não inclui automaticamente o “doce”

O Judaísmo ensina que tudo acontece para o bem. É parte da vontade divina. Mesmo coisas que possam parecer “ruins” aos nossos olhos, são de fato “boas”. Então, quando pedimos a D’us que o ano seja “doce” (além de “bom”), é porque sabemos que tudo será para o bem. Então, pedimos que o “bem” também seja revelado e, que pareça doce para nós.

Em Rosh HaShaná, adicionamos o parágrafo “Yaale Veyavo” nas orações de agradecimento após as refeições.


ALIMENTOS SIMBÓLICOS


Em Rosh HaShaná, comemos comidas que simbolizam as coisas boas que desejamos para o ano vindouro. Contemplamos o que estas comidas simbolizam, e conectamos com a Fonte de todas as boas coisas.

As comidas simbólicas são baseadas num jogo de palavras, que associam o nome de uma certa comida a uma esperança em particular que temos para o novo ano. Aqui temos uma lista do Talmud de alimentos simbólicos costumeiramente comidos em Rosh HaShaná. (A palavra, e seu sentido associados estão em letras maiúsculas.)

Após comer-se ALHO PORÓ ou REPOLHO, diz-se: “Que seja sua vontade, D’us, que nossos inimigos sejam cortados.”

Após comer-se beterrabas, diz-se: “Que seja sua vontade, D’us, que nossos adversários sejam REMOVIDOS.”

Após comer-se TÂMARAS, diz-se: “Que seja Sua vontade, D’us, que nossos inimigos se acabem.”

Após comer-se ABÓBORA, diz-se: “Que seja sua vontade, D’us, que os decretos de nossa sentença sejam rasgados em pedaços, e que nossos méritos sejam proclamados perante Ti.”

Após comer-se ROMÃ, diz-se: “Que seja sua vontade, D’us, que nossos méritos aumentem como as sementes da ROMÃ.”

Após comer-se CABEÇA de ovelha ou peixe, diz-se: “Que seja Sua vontade, D’us, que sejamos como a CABEÇA e não como o rabo.”

Você pode também utilizar outros alimentos, e criar seus próprios pedidos! Por exemplo, você poderia comer abacaxi, e pedir que D’us resolva todas os seus abacaxis!


ORAÇÕES DE ROSH HASHANA


Como há muitas rezas específicas para Rosh HaShaná, utilizamos um livro de rezas especial chamado “Machzor”.

Na Amidá e no Kidush para Rosh HaShaná, dizemos a frase Iom Teruá. Entretanto, se Rosh HaShaná cai no Shabat, substituimos por “Zichron Teruá” (se alguém inadvertidamente disse a frase errada, não é necessário repetir a reza!)

A súplica “Avinu Malkenu” deve ser dita em Rosh HaShaná, exceto quando Rosh HaShaná coincide com o Shabat, uma vez que súplicas não são ditas no Shabat. Se Rosh HaShaná cai numa sexta-feira, o “Avinu Malkenu” não é recitado no Minchá.

Durante as Grandes Festas, a cortina do Aron HaKodesh (Arca Sagrada) é trocada por uma cortina branca, para simbolizar que “nossos pecados serão limpados e ficarão brancos como a neve”.

O chazan (cantor litúrgico) para as Grandes Festas não deve ser escolhido somente por seus talentos vocais. Idealmente, o chazan deve ter mais de 30 anos, temente a D’us, conhecedor da Torá, sem recursos e casado. Um homem estudioso da Torá com menos de 30 anos, mas com as outras características também é aceitável. Ainda assim, é preferível que um chazan não tão adequado guie os serviços para não causar mal-estar na comunidade.

Para evitar a dúvida sobre se o Shehecheianu deve ser dito no segundo dia do Rosh HaShaná, costuma-se comer uma frunta nova, ou vestir uma roupa nova, e dizer o Shehecheianu sobre isso. Ao dizer o Shehecheianu deve-se ter em mente as mitzvot do acendimento das velas e de ouvir o toque do shofar.


O SHOFAR


A mitzvá essencial de Rosh HaShaná é ouvir o som do shofar. Os toques soprados após a Leitura da Torá são chamdos “Tekiot M’yushav.”

A obrigação mínima segundo a Torá é de ouvir nove toques. Entretanto, há uma dúvida se o som do shofar deve ser como gemidos de um choro (Shevarim), como um longo pranto (Teruá), ou como uma combinação de ambos (Shevarim-Teruá), portanto, tocam-se os três sons, intercalados por um toque contínuo, Tekiá. Três de cada seqüência totalizam 30 toques, o que tira qualquer dúvida de que o preceito correto da Torá foi cumprido.

É costume tocar o shofar no mesmo lugar que a Torá foi lida, para que o mérito da Torá nos suporte. O shofar deve ser tocado durante o dia. Nos tempos antigos, quando os Romanos perseguiam os Judeus, os rabinos instituíram o shofar antes do Mussaf, uma vez que os Romanos mantinham seus guardas nas sinagogas desde cedo pela manhã.

A pessoa que toca o shofar deve permanecer em pé. Eles deve ser instruído imediatamente antes de tocar que deve ter intenção de tocar por todos os que estão ouvindo. E todos os que estão ouvindo devem ser lembrados de ter a intenção de estar cumprindo a mitzvá.

Antes de tocar, duas bençãos são recitadas: “por ouvir o toque do shofar”, e o Shehecheianu. Uma vez que as bençãos foram feitas, não se pode falar até o término do toque do shofar.

Mulheres podem soar o shofar e dizer a benção para cumprir a mitzvá. Uma criança com idade suficiente para ser educada sobre as mitzvot, tem obrigação de ouvir o shofar.

O shofar não é tocado quando Rosh HaShaná cai no Shabat.

O shofar usado em Rosh HaShaná deve ser um chifre curvo de carneiro, e mais longo que 4 polegadas. É permitido usar o shofar de um animal que não foi morto de acordo com o ritual kasher. Apenas chifre de boi, vaca ou de alguma espécie de animal não kasher não pode ser usado.

Na Amidá do Mussaf, há três bençãos especiais: Malchiot (louvores a D’us, Rei), Zichronot (pedidos para que D’us lembre-se dos méritos de nossos antepassados) e Shofrot (o significado do shofar). Durante a repetição da Amidá pelo chazan, tocam-se 30 toques adicionais em diferentes combinações.

É costume tocar 40 toques adicionais no fim do serviço, totalizando 100. O último toque costuma ser mais longo, e é chamado Tekiá Guedolá.


OUTROS COSTUMES


É costume cumprimentar os outros com: “LeShaná Tová — Ktivá veChatimá Tová.”, que significa: “Por um ano bom Que você seja inscrito e selado no Livro (da Vida).”

Deve-se evitar dormir ou fazer caminhadas em vão durante Rosh HaShaná (O Arizal permite um cochilo a tarde).

É aconselhável evitar relações sexuais, exceto se Rosh HaShaná cai na noite da imersão ritual da esposa.

Se um Brit Milá cai em Rosh HaShaná, deve ser realizado entre a Leitura da Torá e o toque do shofar.


TASHLICH


A reza de “Tashlich” é dita na primeira tarde de Rosh Hashaná na margem de uma concentração de água, onde preferivelmente haja peixes. A reza é simbólica de que nossos pecados estão sendo mandados embora. É claro que parece bobo pensar que você pode se livrar de seus pecados balançando seus bolsos. Mais que isso, o ponto de vista judaico é a introspecção profunda e o compromentimento com a mudança. De fato, a idéia do Tashlich é celebrar o Midrash que contá que quando Avraham foi para a Akedat Itzchak (sacrifício de Isaac), teve de atravessar com água até o pescoço.

Se Rosh HaShaná cai no Shabat, o Tashlich é adiado para o segundo dia. Se o Tashlich não for dito em Rosh HaShaná, poderá ser dito em qualquer dia durante os Dez Dias de Arrependimento (Asseret Iemei Tshuvá).

Ambos o corpo de água e o peixe são simbologias. Na literatura talmúdica, a Torá é representada pela água. Assim como os peixes não vivem sem a água, um judeu não pode viver sem a Torá!

Também, o fato de que os olhos do peixe nunca fecham serve para lembrarnos que os olhdos de D’us também nunca fecham, e que ele acompanha todos os nossos movimentos.

SHANÁ TOVÁ!!!!


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