segunda-feira, 23 de julho de 2012

OM SAI RAM


OM SAI RAM É uma saudação ao Deus que habita em cada um de nós e que é, ao mesmo tempo, nosso Divino Pai e Mãe. ‘OM’ é o som primordial, com o qual Deus criou o universo; é a energia vibratória permanente em todo o cosmos, na forma de ressonância; ‘SAI’ significa “Mãe” e ‘RAM’ é apócope do Nome de Rama – aquele que adoça ou alegra o coração – ou seja Deus, o Pai Divino. Devotos costumam saudar uns aos outros usando esse mantra, que também pode ser recitado como Namasmarana – Repetição do Nome de Deus. Outra variação é acrescentar o termo ‘SRI’, que significa Senhor, e desta maneira temos o mantra Sai: OM SRI SAI RAM “O Uno é a base dos muitos. Para reconhecer esta unidade, a pessoa precisa prática e esforço. Para as ervas daninhas crescerem, nenhum esforço é exigido de nossa parte, mas, para o grão ser colhido, o campo deve ser lavrado, capinado, aguado, adubado e cercado. Assim também, para conseguir uma colheita de virtude, é necessária uma prática espiritual intensa, mas nenhum esforço semelhante é necessário para contrair vícios. O homem precisa se esforçar muito para alcançar as etapas mais elevadas do desenvolvimento espiritual. Ele tem que superar muitos obstáculos e suportar muitas dificuldades e decepções” “Desenvolvam constância na recitação do Nome de Deus e confiança no valor desse Nome. Então, mesmo se o mundo todo disser "Faça o mal", vocês se recusarão a obedecer e seu próprio sistema se revoltará contra isso. E mesmo se o mundo todo pedir para desistirem, vocês insistirão em fazer a coisa certa. Vocês precisam cultivar quatro tipos de força: força do corpo, do intelecto, da sabedoria e da conduta. Então, vocês se tornarão inabaláveis e estarão no caminho da vitória espiritual. Quando você repete o Nome sem sentimento, raramente ele alcança o alvo. O Nome do Senhor deve ser recitado com admiração e entusiasmo, humildade e reverência. O arco deve ser esticado ao máximo antes que a flecha seja lançada; então ela perfurará o alvo. O sentimento é a força que torna o barbante esticado e faz o Nome alcançar a divindade, o portador do Nome” “A retidão purifica a mente e direciona você para Deus. Ela cria uma predileção pelo Nome e pela Forma de Deus. Quando ama o Nome e a Forma de Deus, você naturalmente respeitará e obedecerá ao Seu comando. Tenha o Nome na língua e a Forma nos olhos, e o demônio dos desejos intermináveis abandonará sua mente, deixando alegria e contentamento em seu interior. Esse tipo de contemplação constante no Deus interno promoverá o Amor por todos os seres. Então, você verá o bem nos outros e se esforçará para fazer o bem aos outros” OM “OM é o som primordial, o som causado pelas vibrações da Criação através da Vontade Emergente do Sem Forma e Sem Atributos, e é conhecido como o som transcendental divino. É uma composição dos sons A, U e M. Assim como D, E, U e S tomados juntos se pronunciam “DEUS, também as letras A, U e M são pronunciadas como OM. “A” emana da garganta, “U” da língua repousando no interior da boca e “M” dos lábios. Mas quando o OM é pronunciado, o som emana da região central do ser.” OM é DEUS, DEUS É OM. Podemos refletir sobre os aspectos de Deus em Sua „OMnipresença, OMnisciência, OMnipotência‟... ”DEUS ressoa, reage e reflete em todos e em cada um”; “Ele Cria, Sustenta e Transforma”; “Eis a Perfeita trindade UNA”; “ Eu sou o mensageiro de Deus, Eu sou o Filho de Deus, Eu e o Pai somos Um”; “Eu estou na Luz, a Luz esta em mim, Eu Sou a Luz”; “ E no Princípio, era o Verbo...” Bhagavan Baba orienta que durante a repetição deste Divino Verbo, a atenção seja amorosamente direcionada no centro cardíaco e que o fluxo da energia respiratória siga conscientemente no sentido ascendente até o centro frontal e desça novamente ao centro do peito e circule neste comando durante todo o tempo da repetição. É recomendação de Bhagavan que antes de iniciar qualquer prática espiritual, o entoemos três (3) vezes. A – representa a Criação do Universo U – simboliza a Sustentação do Universo M – representa a Transformação do Universo “OM é a maneira como as letras A, U e M são pronunciadas em conjunto. Nenhuma dessas letras possui força espiritual, mas juntas elas despertam vibrações energizantes. Repitam o OM lentamente, contemplando suas vastas potencialidades. O A emerge da garganta, o U rola sobre a língua e o M termina nos lábios. Ou seja, o OM, que se compõe de A, U e M, é a soma e substância de todas as palavras que podem emanar da língua humana. É o som primordial, fundamental, símbolo do Absoluto Universal. Depois do M, tem que haver uma ressonância silenciosa, a qual representa o Sem Atributo, o Sem Forma, o Abstrato, o Niraakaara Parabrahman. A voz ascendente do Pranava ou Om tem que fazer uma curva no M e descender tão lentamente como ascendeu, tomando tanto tempo quanto demorou para ascender, desaparecendo no silêncio, que ecoa na consciência interior.” “O OM tem que ser recitado lentamente e com consciência. O som tem que ser como o de um avião, que se aproxima do ponto onde você está e depois voa para se afastar novamente (suave no início, mas gradualmente tornando-se cada vez mais alto, voltando depois lentamente ao silêncio, silêncio este após a experiência, sendo tão significativo como o Pranava).” “O OM resume os Vedas e seus ensinamentos. Om thath sath, diz a Gita. Thath (Aquilo) que Sath (é) é Om, o Uno. Tudo isso é Brahman, o Uno sem um segundo.” O símbolo da plenitude é OM, o Pranava. Os Vedas anunciam: “O som Uno indestrutível Om é Brahman, o Absoluto Universal.” Tudo o que se move e o que não se move, em todo lugar, está apenas parafraseando o OM, elaborando sua natureza, ilustrando suas potencialidades. O passado que já se foi, o presente que está aqui e o futuro que se aproxima, todos são também Om.” “OM é uma composição de três sons (...). Deve ser pronunciado em um crescendo e tão lentamente quanto possível, diminuindo lentamente depois, até que após eles haja um eco do silêncio reverberando na cavidade do coração. Não o façam em dois estágios, argumentando que sua respiração não agüentará por tanto tempo. Perseverem, até que sejam capazes de se unir a curva ascendente e descendente e o silêncio resultante. Eles representam o estágio desperto, o sono com sonho e o sono sem sonho, e o quarto vai além desses três estágios. Representam também a flor da nossa individualidade crescendo e tornando-se uma fruta e enchendo-se de um doce néctar a partir de sua própria essência, terminando por liberar-se da árvore.” “Quaisquer coisas que façam no campo espiritual devem fazê-lo como um exercício espiritual, com total conhecimento sobre seu significado, para seu progresso. Muitas pessoas não sabem que o OM ou Pranava é a união de três sons, A, U e M. Quando escrevem DEUS, vocês não pronunciam “De-e-u-esse”, vocês dizem DEUS. Da mesma forma, AUM se pronuncia OM. OM tem uma continuação, de um M que desaparece até finalmente transformar-se em silêncio, um silêncio que é sentido e experimentado.” “O método mais efetivo de cultivar prema (amor) é praticar Naamasmarana (repetição do nome de Deus). Ou, melhor ainda, usar seu tempo em Pranavopaasana (repetição do OM). OM é a origem da Criação; é a fonte, o sustento e a força. É o prana (vida) de todos os seres. Assim como o ar forçado através das palhetas de um harmônio produz as sapthaswaras (sete notas musicais), Sa-ri-ga-ma-pa-dha-ni, o Om está na raiz de todos os sons em todos os mundos. Conheçam seu significado e pratiquem sua recitação. Cada pequeno movimento ou 12 incidente resulta em som, vocês apenas não conseguem ouvir porque o alcance da sua audição é limitado. A queda da pálpebra sobre o olho produz um som, o orvalho caindo em uma pétala produz um som. Qualquer pequena agitação que perturbe a calma produzirá um som. O som causado pelo movimento primordial, que resultou no envoltório de Brahman pela ilusão que Ele mesmo criou, é o Pranavasabdha ou OM.” “A glória do OM deve ser apreendida ao longo da vida, para que possa surgir na mente no momento da partida. Os Upanishads declaram que o Pranava ou OM é a flecha e Deus é o alvo.” “É necessário ser lento e firme no caminho espiritual. Tenha uma rotina regular. Do mesmo modo como um médico prescreve uma certa medida ou um certo peso de um medicamento e o adverte de que algo a mais é prejudicial, assim também tenha algum limite para seus exercícios espirituais. Não exagere e nem os realize casualmente e sem cuidado. Assim como os remédios precisam ser tomados num horário específico do dia, e um número determinado de vezes ao dia, assim também o canto do Nome do Senhor e a meditação precisam ser executados regularmente, em horários específicos, todos os dias” “O som dos mantras tem a virtude de transformar impulsos e tendências. O vocábulo mantra significa aquilo que protege e salva, quando repetido na mente. Vibre sempre os mantras dentro de sua mente. Isso prevenirá o mal falar, conversas sem propósito, maledicência e escândalo. Fale somente quando seu falar for essencial e só tanto quanto necessário. Fale docemente e sem quaisquer reservas ou circunlóquios.” “O terreno do coração deve ser arado com a repetição do Nome de Deus” Bhagavan Sri Sathya Sai Baba http://portalarcoiris.ning.com