segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sob o Céu Estrelado


SOB O CÉU ESTRELADO Por Suzanne Lie PhD Em 31 de maio de 2012 - (continuação da mensagem " Busca da Visão") Publicado por Tatiana Cito em 3 junho 2012 às 21:55 em A CIVILIZAÇÃO DE ARCHTURUSBack to A CIVILIZAÇÃO DE ARCHTURUS Discussions SOB O CÉU ESTRELADO Por Suzanne Lie PhD Em 31 de maio de 2012 (continuação da mensagem " Busca da Visão") MYTRIA FALA: Quando Mytre fugiu de mim, eu tinha certeza que meu coração se partiria. Quando eu mencionei a Busca da Visão, eu falei do meu interior, sem hesitação. E agora eu o perdi. Como pude usar palavras tão duras? Passei o resto do dia dentro da gruta, sentindo-me pior do que nunca. Como pude passar das alturas maravilhosas de êxtase para cair em profundo desespero? Eu tinha perdido todo contato com minha paz interior só por causa de perder um homem? Mas ele não era um homem qualquer. Ele era o meu Complemento Divino, minha Chama Gêmea. Foi isso que a voz interior disse e meu coração concordou. Eu me torturei pelo dia inteiro e pelo pôr do sol, quando de repente tive um sentimento de profunda urgência e de desastre iminente. Alguma coisa estava para acontecer ou acabara de acontecer a Mytre. Acalmei minha mente e me interiorizei para falar com a Mãe. Só o que eu ouvi foi: "Envie a ele amor curador." Então fiquei aterrorizada, pois isso claramente significava que ele estava ferido. Mas onde ele estava ferido, e como? Era muito tarde para seguir seus rastros e eu somente iria me perder. Só o que eu podia fazer era passar a maior parte da noite me preocupando. Então ouvi a Mãe dizendo: "Beba algum chá calmante e durma. Você deve estar alerta para amanhã." Eu fiz o que ela disse e finalmente caí num sono agitado. Não me lembro de sonhos nem descansei muito. Porém, acordei sabendo que ele tinha se ferido e eu sabia que devia encontrá-lo. Ao amanhecer, peguei todas as minhas ervas curativas, cataplasmas, mais roupas, comida e água. Minha mochila estava pesada e eu não poderia correr. Porém, tinha de levar alguns gravetos e minhas pedras para acender o fogo. Ele tinha se encaminhado na direção onde a floresta terminava e podia não haver nada para queimar. Assim que clareou o suficiente, comecei minha jornada. Minha mochila estava pesada e tive de ir devagar para ver os rastros dele. Às vezes parecia não haver nenhum e eu tinha de parar para consultar a Mãe. Caminhei o dia todo e já estava quase escuro. Eu nunca tinha ido àquela área, então tive de parar e montar acampamento. De nada adiantaria nós dois nos machucarmos. Após comer um pouco, tentei me interiorizar, mas meu medo crescente pela segurança dele não me permitia obter qualquer informação e nem dormir muito. MYTRE FALA: Era meio-dia e eu tinha de achar um meio de sair daquele rochedo. Outra noite no frio, sem alimento ou água seria perigoso demais para a minha perna. Eu não tinha percebido o grande corte em minha perna que agora estava infeccionado e eu sabia que estava com febre. Se eu não me movesse, eu desmaiaria de novo. Eu tinha que confiar na Voz Interior. Eu não podia abandonar Mytria desta forma, eu não podia abandonar meu dever e eu não podia me abandonar. Olhando em volta, eu não conseguia ver como escapar. Portanto, olhei para dentro a fim de perguntar à Voz Interior. Talvez fosse alucinação, mas assim que fechei meus olhos, eu vi a imagem do meu EU da minha Busca da Visão. "Siga-me e ouça à Mãe", ele disse enquanto se moveu no rochedo à minha direita. Eu teria que rastejar e arrastar minha perna direita, pois eu poderia prejudicá-la ainda mais se pusesse peso nela. Após o que pareceu uma eternidade, encontrei um espaço entre a lateral do penhasco e uma beirada por onde eu poderia - com muito cuidado - rastejar. Assim que contornei a beirada, encontrei uma inclinação mais suave para o topo. O solo aqui era mais estável e até havia alguma folhagem para eu me agarrar. A Voz Interior me lembrou de ouvir à Mãe de novo e assim o fiz. Toquei a terra da maneira que Mytria me ensinara e pedi por Sua orientação. Instantaneamente, tive a sensação de seguir uma determinada calha na terra, que se mostrava bem segura para descansar frequentemente. Espantei minha tontura pela febre e falta de água e contatava a Mãe em cada escolha do momento. Meu progresso era muito lento, mas gradualmente eu estava subindo pelo lado do despenhadeiro. Porém, estava ficando escuro. Eu tinha de chegar ao topo enquanto ainda havia luz para eu ver o que estava fazendo. Eu sabia que estava indo devagar pelo bem de minha perna, mas eu precisava ir mais depressa para chegar ao topo antes de ficar escuro. Fechei meus olhos por um momento para me lembrar de minha visão. Esta visão de mim podia se mover sem mesmo tocar o chão. Se eu pudesse SER esse eu, eu poderia confiar em cada movimento meu sem hesitação. Demorei um pouco para me visualizar dessa maneira, mas gradualmente comecei a sentir uma luz ao redor de minha forma. Lentamente abri os olhos para ver que meu corpo e o desfiladeiro ao meu redor estavam brilhando. Pus de lado minhas dúvidas de "alucinação" e escolhi acreditar em minha experiência. Agora, eu sabia exatamente onde colocar minhas mãos e minha perna boa. Não havia hesitação, nem medo, nem adrenalina e nem dor. Eu estava em algum tipo de transe que me permitia tornar-me UM com o desfiladeiro. Até parecia que o desfiladeiro estava ajudando meu movimento. Quando olhei para cima e vi um ressalto, não tive medo. Ao contrário, com facilidade encontrei uma rota alternativa que me permitiu subir mais facilmente até o topo e chegar ao solo plano. Rolei para longe do despenhadeiro e me arrastei até uma enorme rocha que mantinha o calor do dia. Recostei-me na rocha quente e dei umas palmadinhas nela para agradecer à Mãe. Então eu olhei para o céu estrelado, sob o qual Mytria e eu pegamos no sono tantas vezes e vi meu corpo de luz abraçando o dela. Com esta imagem em minha mente, eu caí em sono profundo. MYTRIA E MYTRE FALAM: Nós percebemos depois que estávamos muito perto um do outro, mas não sabíamos. Porém, esta distância física nos foi necessária para fazer uma ponte no vão etéreo que ainda existia entre nós. Nós dois olhamos para o céu estrelado e agradecemos à Mãe por ter nos ajudado. Mesmo que nossos corpos estivessem separados, nossos corações e mentes estavam unidos quando caímos no sono. De fato, nós tivemos o mesmo sonho, ou foi uma visão? Nós nos encontrávamos novamente no Centro da Mãe, no exato momento de nossa fusão "acidental". Agora, após tudo que havíamos passado, estarmos fundidos em uma pessoa parecia até mais forte. Nós éramos duas pessoas diferentes agora. Nós dois sobrevivemos e exitosamente concluímos nossas iniciações e vencemos nossos demônios interiores, o que tornou nosso amor ainda mais forte. Enquanto permanecíamos como um, olhando um nos olhos do outro, a Mãe veio até nós. Pensamos que era para nos abençoar, mas na verdade foi para nos dar nossa próxima tarefa. "Meus amados filhos", Ela disse para nós dois, "Vocês podem pensar que sua jornada terminou, mas na verdade ela apenas começou. Eu preciso que vocês dois me ajudem, já que ambos se tornaram meus aliados na transmutação. Eu os transformei e agora eu preciso pedir que me ajudem a transmutar meu Planeta." Nós dois ficamos profundamente honrados, mas de certa forma preocupados. Havia alguma coisa na voz d'Ela que nos deixou preocupados que poderíamos não ficar juntos? NÃO, nós não permitiríamos que isso acontecesse. Depois de tudo que nós passamos nunca mais nos separaríamos - NUNCA! Nós dois acordamos no tênue amanhecer. Não havia luz suficiente para Mytria observar os rastros, mas nós estávamos unidos em um ser novamente. Portanto, ela simplesmente seguiu o chamado do meu amor. Era meio-dia quando nos reunimos de novo. MYTRE FALA: Quando acordei de meu sonho/visão, eu sabia que Mytria estava perto. Eu toquei o solo para chamá-la através da terra e enviar meu amor na direção dela. Na verdade, eu podia ver em minha mente exatamente onde ela estava e, como ela me disse depois, ela podia me ver da mesma forma. Eu me arrastei um pouco para cima da colina para que eu pudesse ver mais facilmente a aproximação dela. Encontrei um ramo forte e de alguma forma me pus em pé. Eu não iria saudá-la deitado no chão feito um animal ferido. Foi então que a vi andando em minha direção. Quando ela me viu, largou sua mochila pesada e correu para mim o mais rápido que pôde. Quando nos encontramos, nossos corações explodiram com o amor que pensáramos termos perdido, apenas para recuperarmos - mais forte do que nunca. Nós nos abraçamos tão apertadamente que parecíamos ser um único corpo, enquanto Mytria chorava encostada ao meu peito. Eu tentei não chorar, mas minha alegria somente poderia ser expressa dessa maneira. Ficamos ali um bom tempo. Toda a minha dor temporariamente se foi dentro da fusão de nossos corpos. De fato, eu senti uma grande força de cura vindo dela e entrando em meu corpo. Enquanto ela me abraçava e chorava, eu sentia minha febre baixar e minha perna começar a se curar. Então eu percebi como ela estava se drenando muito em seu esforço para me curar. Eu carinhosamente a afastei, mantendo minhas mãos em seus ombros. "Obrigado, Amada, eu posso me curar a partir daqui. Se você puder me ajudar até aquela árvore..." "Sim", ela disse enquanto me fitava nos olhos. Entre o apoio dela e o ramo que eu encontrara, eu consegui ir até a árvore e me sentei na terra entre duas grandes raízes. Mytria beijou minha testa e correu para pegar sua mochila. "Terei de endireitar essa perna antes de cobri-la." Disse-me ela apologeticamente. "Estou preparado", eu respondi. Antes que eu percebesse, a perna foi endireitada, minha ferida foi desinfetada, envolta em ervas, que foram cobertas com uma casca de árvore e os gravetos que encontrei foram substituídos por outros e presos com uma faixa limpa. "Quando voltarmos ao NOSSO campo, posso fazer uma imobilização apropriada", ela disse enquanto gentilmente acariciava minha perna. Nós decidimos ficar ali pelo resto do dia e partir para NOSSA casa ao amanhecer do dia seguinte. Foi uma excelente decisão, pois aquela noite sob as estrelas foi indescritível. De alguma forma conseguimos fazer amor. Na verdade, fizemos amor novamente e novamente, cada vez indo mais e mais profundamente na própria Alma um do outro, de fato, nós reunimos nossa Alma. Mytria tinha aprendido sobre Complementos Divinos durante seus estudos do Templo, e me disse tudo o que sabia. E então, nós tivemos que fazer amor novamente, e foi quando aconteceu. Mytria tentou me esconder, mas eu sabia que tínhamos feito uma criança. E como poderíamos não fazer? Os céus praticamente se abriram e a enviaram. Sim, seria uma filha, nossa filha, nosso fruto do amor. Quando a manhã chegou, eu me sentia quase curado. Isso até que tentei andar. (continua...) Fonte: http://suzanneliephd.blogspot.com/ Tradução para os Blogs SINTESE

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