terça-feira, 15 de maio de 2012

*BIDI* -07.05.2012 - Autres Dimensions


Pergunta: quando eu faço uma pergunta, os ¾ do tempo eu não compreendo a resposta. Bem. Se então existir em três quartos do tempo uma ausência de compreensão, resta então um quarto do tempo em que há compreensão. Eu lhe responderia então, de que lhe serve a compreensão? A compreensão é sistematicamente um ato do mental que se apodera de uma resposta, qualquer que seja ela, e se satisfaz porque ela se alimenta deste dito mental. Nós podemos então dizer que nos três quartos de tempo há impossibilidade de nutrir o seu mental. E então você perde apenas o quarto do seu tempo. As perguntas são infinitas. As respostas são tão importantes. Quer isso seja no quadro que eu lhes propus ou no quadro de qualquer interveniente, uma pergunta chama uma resposta, esta resposta chama uma outra pergunta. Assim vai a vida do ser humano no seio da ilusão. A ilusão precisa se tranquilizar e ela se tranquiliza compreendendo. Compreender não lhe permitirá nunca viver o que quer que seja fora do mental, fora da ilusão. É preciso justamente ultrapassar e transcender toda compreensão: ir além da compreensão. Isso quer dizer que a pergunta chama uma resposta, que além das palavras que são pronunciadas, além do que é compreendido ou incompreendido, o objetivo nunca é alimentar o mental, mesmo se este dá a impressão, e vocês dão o sabor. O importante situa-se em Outro lugar [Alhures], bem além da ilusão. Bem além também do que vocês podem perceber ou sentir na presença de um interveniente ou de outro. O importante está exatamente em Outro lugar. Porque este Outro lugar é que vai lhe permitir nutrir o Essencial e não o mental. Nutrir o mental não nutrirá jamais o Essencial, porque o Essencial não é jamais mental e ele não pode ser nutrido pelo mesmo alimento. O Essencial se nutre de risos e de alegria. Ele não pode de forma alguma satisfazer-se de uma explicação lógica vinda da ilusão e servindo a ilusão. O Essencial não é então acessível a qualquer compreensão, e eu diria que é preferível dormir nisto que dizemos, antes de fazer funcionar, andar, o mental para tirar dele qualquer coisa que vai, finalmente e em definitivo, exclusivamente nutrir o mental. Claro, a compreensão vai satisfazer o ego e a personalidade. Porque este ego e esta personalidade vão, sem justa causa, apropriar-se da resposta e ter um elemento de nutrição que irá reforçar, permanentemente, o ego. A compreensão irá reforçar as crenças, quaisquer que sejam estas. As respostas às perguntas e as perguntas que vocês se colocam vão nutrir o mental, nutrir as crenças, vão reforça-los ou invalidá-los em suas próprias crenças. Obviamente, aí não está o propósito das nossas entrevistas, nem de qualquer entrevista concernente aí onde vocês estão e aí onde nós estamos. Claro, as palavras são sempre um suporte (e vocês o sabem) para viver uma Vibração, uma consciência diferente, nova. Mas aí também, é-lhes necessário ir muito além. Aí também, eu os convido a não satisfazerem-se tanto de uma compreensão como de uma Vibração, mas a transcender tudo isso. Então, eu lhe diria: faça calar a compreensão, faça calar a Vibração, pois você não é nem o que você compreende, nem o que você Vibra. Vá além. Durma. É aí onde você é mais eficaz, mais ativo: não aqui, mas em Outro lugar. Ora, eu o lembro de que você não é nada do que é conhecido na ilusão. Você está em Outro lugar, na condição de estar plenamente presente, Aqui e Agora, neste Outro lugar. É preciso afastar qualquer culpabilidade, é preciso afastar todo julgamento sobre o fato de não compreender ou de compreender, porque nenhuma satisfação é real. Ela apenas nutre, ainda uma vez, senão o ego, a personalidade. Não ter perguntas ou não ter mais perguntas, é já voltar-se em direção a este Outro lugar. Isso é já empreender, de alguma forma, um retorno em direção a Outro lugar. Desde o instante em que você não nutre mais (pelas interrogações ou por respostas) o seu próprio mental, desde o instante em que você não se serve mais dele para nutrir a Vibração do Si, então, os espaços Absolutos, de alguma forma, estão prontos a se desvelar, a se revelar, para você. No princípio da investigação que eu lhes propus, a refutação é precisamente a negação, se assim se pode dizer, de tudo o que foi compreendido e assimilado até o momento que vai permitir, precisamente, de alguma forma, fazer desaparecer a máquina infernal que representa o cérebro. Deixando lugar limpo, lugar livre, para o que não é efêmero. Eu o convido então a dormir, porque quando você dorme, você nunca está tão perto da Verdade e do Centro. Porque quando você dorme, você está, Aqui e Agora, no Absoluto, mas não aqui e agora do ego ou do Si. Isto prova, de forma irrefutável, que nos instantes em que você é capaz de ultrapassar a compreensão, porque, como você o diz, você não compreendeu (ou seja, nos momentos em que você se encontra na incompreensão), é muito exatamente nesses momentos onde você está (eu diria, em sentido figurado) para o mais próximo do Absoluto. Contrariamente ao que lhe vão sussurrar o ego e a personalidade que querem fazê-lo crer que compreendendo as coisas, você se apropria de um estado ou uma consciência nova. Nada é mais falso. Nada é mais distorcido. Nada é mais ilusório. Eu o convido, portanto, para retornar aos quatro quartos por acaso nesta famosa incompreensão. Claro, o mental e o ego, a personalidade, irão girar a resposta em todas as direções para tentar compreendê-la, assimilá-la. Feliz daquele para quem ele não pode ter a menor assimilação, porque naquele momento não há mais alimento para o ego e para o mental. E este alimento, no entanto, está aí. Ele foi, de alguma forma, criado. Estas são palavras, estas são Vibrações que não podem se perder. Não é porque elas não são compreendidas, não é porque elas não são escutadas, porque elas não são ouvidas. O que foi ouvido nutrirá, um dia ou outro, outra coisa além do que você conhece. E abençoe este momento em que, justamente, esta outra coisa vai aparecer a você. Ela sempre esteve aí. Ela está no Centro de Você. Ela é imóvel, ela é a ausência de movimentos. Ela é permanente, eterna, não conhece de maneira alguma a compreensão, de maneira alguma o ego, de maneira alguma a personalidade. Ela é justamente o que você pretende procurar e que você não pode procurar e então você não pode encontrar. Porque quem procura é sempre o ego, sempre a personalidade ou a ilusão do Si. A partir do instante em que você aceita que não há nada a procurar e nada a encontrar, eu posso dizer-lhe que, nesse momento, a fruta está madura. Muito frequentemente, a personalidade, o ego vai retrair-se e vai chamar a isso a negação, o vazio, em uma angústia total. Você nunca esteve tão perto do que você É, além do ser. Eu o aconselho então a servir-se dos seus três quartos de seu tempo quando você não compreende para deixar entender aquele que, em você, compreende (além das palavras, além da Vibração), porque neste instante, você sai do instante e você entra, realmente, no Aqui e Agora. O Aqui e Agora é necessário para aproximar-se do instante presente. Mas o instante presente não é o instante eterno. O instante presente é uma parada do tempo, uma saída da linearidade do tempo que é próprio e especificidade do ego e do mental, ação / reação. O instante presente o faz descobrir Aqui e Agora. A potência do instante presente não deve ser, não mais, uma busca ou uma finalidade, porque o instante presente deve desembocar no instante eterno que não depende de qualquer instante presente. O nada, o vazio, a angústia a mais total da personalidade e do ego, é certamente o sinal maior de que o Absoluto se revela. Esta angústia da personalidade, esse vazio, esse nada, essa perda dramática, esta não compreensão, essa violência mesma que pode existir nesses momentos, é certamente o instante presente que vai ceder seu lugar ao instante eterno no abandono do próprio Si ao não-Si, ao não-ser, ao Absoluto, que sempre esteve aí. Apreendido e aceito que o fato de procurar, e pior, o fato de encontrar, apenas o distância do Absoluto. Se você aceita isso (e não há grande coisa a compreender, vou conceder-lhe), você terá dado um passo imenso em direção à imobilidade, em direção ao que está além do vazio, além do pleno, além do mim, além do Si, portanto no não-Si e o não-ser. E um dia você vai rir de si mesmo, você vai rir do seu Si, porque você o terá caçado, não numa vontade qualquer, não em uma compreensão qualquer. Mas o que terá sido ouvido terá funcionado. Sem o conhecimento do seu consciente, visto que o Absoluto não tem nada de consciente. Sem o conhecimento de seu Si, visto que o não-Si não tem nada a ver com o Si. Em definitivo, agradeço-lhe, portanto, pela sua não-pergunta porque justamente aí há um motor que o coloca na estrada, pelo menos, você o crê, em direção ao Absoluto. Porque, é claro, você o compreendeu, não há nem estrada, nem caminho, nem compreensão, nem interrogação. A resposta que eu formulo não é senão um meio de estar na felicidade com vocês, de exprimir sobre o que nada pode ser exprimido, ou seja, o Absoluto. Apreendam bem que, através desta frase não há nenhum erro de linguagem, mas sim uma Verdade imóvel, eterna e Absoluta. É preciso que você pare de procurar e de acreditar que você vai encontrar e, pior ainda, de encontrar. Não há desde o instante em que você para a investigação, desde o instante em que você não compreende mais nada, que pode alvorecer o que sempre esteve aí. Não antes. Porque a compreensão, como o caminho, como a estrada, não são, em definitivo, mais do que obstáculos que o impedem de viver, de penetrar o que sempre lhe penetrou: o Absoluto. Como nós já lhe dissemos, o Absoluto não é um estado, muito menos uma experiência, menos ainda uma conscientização, ele está aí. Ele sempre esteve aí. O que quer que você faça, o que quer que você viva (quer você seja vivente ou morto, quer o seu corpo esteja aí ou não, quer o mundo esteja aí ou não), aquele que está por trás daquele que observa, é Você. Mas não você em um nome, não você em uma identidade, não você nos conhecimentos, não você em seu intelecto, não você em uma história, seja ela qual for, não você em uma relação, qualquer que seja. Se você ouvir o que eu digo, bem, dependendo de onde você se localize, quer você compreenda, quer você não compreenda. Eu deixo você adivinhar o que é, de alguma forma, melhor para você. Sabendo que eu nunca me dirijo àquela que faz senão passar (isto é, seja sua pessoa, ou seja este Si tão preciosamente adquirido). Aceite que você não pode adquirir nada além do que já não seja. Eu não lhe peço para compreender, mas para ouvir, que não tem estritamente nada a ver. Se você ouvir que não há nada a adquirir, você não pode então colocar nada em movimento, você não pode mais do que deixar quieto, deixar fazer. Se você ouve isso, então há o nada. Mas quem vê o nada? Vai além deste que não vê o nada. Você não é Você, naquele que vê o nada. Vá, não muito longe, porque não há nada para ultrapassar, mas vá mais para as profundezas, sem descer e sem subir. Deixe simplesmente desaparecer o que é compreendido. E você estará, se assim posso dizer, muito perto. Nós podemos avançar. Ficando imóveis. Pergunta: qual é a diferença entre transcendência e refutação? É já necessário que estes dois termos se apliquem a algo comum para falar de diferença. Fala-se de diferença de cor de pele quando se fala de uma pele que é branca ou de uma outra cor. Qual é o elemento comum que existe entre a refutação e transcendência? Se não está, eu acho, na sua cabeça que lhe é necessário passar de uma a outra. A refutação é uma ginástica que visa desviar o mental, para siderá-lo, de alguma forma, para afogá-lo em suas próprias certezas, em suas próprias crenças para demonstrar-lhe e mostrar-lhe que elas não têm nenhum sentido. A transcendência evoca, na maioria dos casos, uma passagem de um estado a outro, de um momento a outro, passagem de um estado ou de um momento que evoca, de certo modo, uma transformação, uma possibilidade de ponte de um ao outro. A refutação é nada porque a refutação é uma ação inscrita dentro da ilusão, quebrando a ilusão. A transcendência é colocada como condição de que há um estado que deve dar um outro estado. A refutação não permite passar de um estado para outro estado. A refutação vai suprimir todos os estados. Tendo feito desaparecer todos os estados, o que sempre esteve aí pode finalmente aparecer àquele que, por assim dizer, olha. E aquele que olha vai, em definitivo, tornar-se o Absoluto. A transcendência é uma dinâmica: há um movimento aparente, suposto ou real. A refutação visa destruir qualquer movimento, sem esforço, simplesmente jogando o jogo, de alguma forma, do mental ilusório e o jogo da personalidade. A transcendência é já vislumbrar que há uma passagem e já, na maioria dos casos, essa passagem é aquela do Eu, da personalidade, ao Si. Mas não há qualquer transcendência entre o Si e o não-Si. Não é possível. Não se passa de um estado ao outro. Não há nenhuma ponte. Simplesmente, quando o não-Si é estabelecido, nesse momento vocês podem voltar dentro do Si e dentro do Eu. E isso se torna, para vocês que estão na forma, um jogo, mas é válido neste sentido. Pode-se dizer que a ponte existe neste sentido e que, realmente, aí, sim, há transcendência: do não-Si para o Si. Eventualmente, do Si para o Eu. Há transcendência do Eu em direção ao Si, mas não pode haver transcendência do Si ao não-Si. Não há nenhuma ponte. A ponte não se construiu no outro sentido. É uma ponte de sentido único, mas que permite o duplo sentido, após. A transcendência não pode então estar relacionada ao Absoluto. A transcendência não se refere mais do que à passagem do Eu ao Si. O problema do Si, seja ele o mais vasto, é sempre confinante. Antes de ser o Si, antes que este corpo não existisse, antes que este saco de comida aparecesse, o Si estava lá? Havia uma consciência para observá-lo? O Absoluto é tudo salvo a consciência, tudo salvo o Si, tudo salvo o Eu, porque tanto o Si como o Eu são efêmeros. Não pode existir transcendência, nesse sentido. A transcendência é útil para aquele que quer passar do Eu ao Si. Mas essa transcendência não pode ser colocada adiante, de nenhuma forma, na passagem do Si no não-Si, visto que não há passagem. Isso religa a problemática da pergunta e da resposta. Como você procura uma passagem (que não existe), como você planeja uma transcendência, há (subentendida, em você) a necessidade de persistência dentro de uma identidade, quer ela seja limitada como o Eu, ou vasta como o Si. Mas vocês não são uma identidade, muito menos uma história, qualquer que seja a história, porque a história se desenrola na ilusão. Vocês estão muito além de qualquer história ou de qualquer transcendência. Vocês não podem chegar lá adotando tais pontos de vista. Porque vocês não sabem, vocês não têm nenhuma consciência do que era antes deste saco de comida, e até mesmo se você souber de outros sacos de comida que supostamente foram vocês, antes, em outras vidas, onde estariam vocês entre os dois sacos de comida? O que fariam vocês? Se vocês têm a resposta para isso, então a resposta é verdadeira. Mas tudo o que vocês supõem antes é falso. A refutação é aceitar servir de ferramenta que acredita sempre ter razão para mostrar-lhe que ele não é a razão, que não há nenhuma lógica na razão, que essa lógica só pode servir na ilusão para manter a ilusão, para entreter a ilusão, para nutrir o ego ou nutrir o Si. Mas o Absoluto não pode ser nutrido por isso. Eu diria que ele o abafa um pouco mais, ele o afoga um pouco mais. Lembrem-se: o Eu, o Si, fará tudo o que estiver ao seu alcance para que nunca vocês sejam imóveis, para que nunca o Absoluto seja vivido. Não nada mais do que a refutação. Não há nenhuma meditação, nenhuma espiritualidade, nenhuma Vibração, que possa conduzi-los ao não-Ser. Certamente, esta transcendência do Eu ao Si, nos primeiros tempos, é útil (vira mesmo indispensável, porque ela vai tranquilizar o Eu, o Si), demonstra que o Eu é ilusório. Mas quem vai demonstrar que o Si é ilusório? Ninguém, porque o Eu não está mais aí, quando o Si está aí. É-lhes necessário então não transcender, mas fazer calar tudo o que é o Si. Mas este fazer calar não pode se realizar daí onde vocês pensam estar. De forma alguma, esta transcendência, assim nomeada, está senão fazendo a refutação que permite minar os fundamentos do Eu e do Si, criando (e o termo é exato) um curto-circuito. O que é um curto-circuito? É precisamente o que vai tomar emprestado o circuito natural, e que vai então quebrar o que não serve para nada. A refutação é servir (de alguma forma, no exemplo que eu tomei) de corrente existente desta vitalidade efêmera apoiada pelo corpo de comida (quaiquer que sejam os nomes conhecidos que vocês empregam: Chacra, Kundalini, Estado de Ser), para fazê-lo quebrar. Naquele momento, a refutação vai fazê-los desembocar sobre o que é real, porque compreendam que o real não pode mudar, porque se ele muda, ele não é o real. O real é imóvel. Ele não tem o que fazer do mundo, ele não tem o que fazer de vocês, de sua história, de qualquer história. E vocês são isso. Nada mais. E então, se você coloca calmamente esta refutação, você compreenderá que não há nada a procurar nem a encontrar, porque tudo sempre esteve aí. Mas é preciso cessar todos os Eu, todos os Si, todas as paródias de espiritualidade. Mesmo a Alegria, que tem sido tão útil no seu caminho, deve ser transcendida, mas não pode ser transcendida. É, de fato, o riso do Absoluto que faz a passagem, mas não o contrário. Neste sentido, e somente nesse sentido. Então, se você rir de você, se você rir do seu Si, se você rir de tudo, primeiramente isso vai angustiá-lo, porque a espiritualidade é séria, não é? Fala-se de eternidade, fala-se de permanência, de imanência e transcendência. Mas temos de rir de tudo isso. Porque isso muda, e como algo muda, não é real. E você mesmo, você muda todas as manhãs, então isso não é real. É o ego que vai fazê-lo crer nisso, que vai trazer uma substância ao que é irreal. O real não pode mudar. Ele é Absoluto. Tudo o que você manifesta muda: seu humor, sua aparência, o observador. Se assim posso expressar-me, vai em direção ao vazio, vai em direção ao que o seu ego chama o nada. E você encontrará o que é pleno, o que não se agita, o que não muda. Isso sempre esteve aí e você É isso. Você descobrirá então que você não precisa deleitar-se de Amor ou de Luz, porque é muito exatamente o que você É, você Não é nada mais. Se você imagina a Luz e o Amor como exteriores a você, como uma busca, como uma investigação, você não poderá jamais encontrá-los. Você só poderá vê-los, porque você se distanciou e se separou do que você É, no real. Você só tem que Ser isso, no não-Ser, no não-Si. Você quer ser feliz? Não há mais nada para ser feliz. Todo o resto faz senão passar. Mesmo a Alegria. Mesmo a Kundalini. Mesmo os chacras. Que se tornam os seus chacras quando você morre? O que acontece com a sua Kundalini quando você morre? Você pode trazer a sua Kundalini do outro lado? O que você carrega? Você vai levar as suas memórias? Você vai levar a sua história? Tudo isso muda. Isso não é real. E você É real. Refute e você verá o que acontece e quem sempre esteve aí. Transcenda se você quiser, mas acima de tudo refute. Transcender não é o suficiente. Refutar é totalmente suficiente. Descanse em paz. Aprenda a ficar quieto. O que você chama de espiritualidade cansa-os mais do que qualquer outra coisa. Agradeçam, mesmo, por não compreender. Agradeçam, mesmo por aqueles que não experimentaram o Si, porque o campo está livre para o real e para o não-Si. Não se acede ao não-Si a partir do Si, mesmo se esta é uma etapa que parece real. O não-Si não tem o que fazer do Si e ainda menos do Eu. A Fonte sai do Absoluto. O Absoluto contém a Fonte. A Fonte não contém o Absoluto, mesmo se o Absoluto está presente na Fonte. Não pode ser de outra forma. Assim como seu Eu se torna possível para o Absoluto. E ele não sabe. Se você refuta assim, desta forma, os seus progressos (se é que se pode falar de progresso) serão fulminantes. Mas lembre-se que o ego vai fazer de tudo para dizer-lhe que é estúpido, então que é ele quem é estúpido. Não atribua nenhuma importância ao que acontece. E você, aliás, faz nada mais do que passar. Renda-se conta deste absurdo. Que você É Absoluto. O erro é acreditar que este corpo, esta história, este caminho, são o Absoluto. O Absoluto permite isso. Se não existisse o Absoluto, não haveria o Eu, nem história, nada. Ora, não há nada. No máximo, a percepção do nada, da angústia, mas mesmo a angústia que é sustentada pelo Absoluto. Sem Absoluto, sem angústia. Mas tudo isso é para refutar. Porque, se eu pedir para você transcender uma angústia, como você vai fazer? *** - ÁUDIO (mp3) - http://sd-6.archive-host.com/membres/up/6a88d7f7778b22b1a7f060d46f7...